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Não sou uma pessoa calma, nem altruísta e nem compreensiva. Venho tentado melhorar de uns tempos para cá porque considero três importantes características em uma boa pessoa.
O rumo muda quando as pessoas agem com falta dessas características conosco. Se fosse uma pessoa qualquer na rua, eu nem levava isso em consideração. Mas quando alguém que gostamos faz isso a situação muda. E como muda.
Magoa. Entristece. Revolta.
“Sobre o que será que ela está falando?”.
Bem, eu explico.
Eu tenho uma séria dificuldade em pedir algo à alguém, seja quem for e seja o que for. Não gosto mesmo. Só peço quando estou, de fato, precisando.
Pois há quase dois anos venho pedindo à meu pai para fazer terapia e ele sempre dizendo que “você não precisa. Deixe de procurar problema onde não existe”.
Eu sempre deixando passar porque não queria pedir mais e porque estava cansada de bater de frente com meu pai, de querer mostrar que sou eu que entendo da minha vida e posso tomar minhas decisões, de tentar mostrar a ele que há coisas importantes para os outros que para ele não é.
Eu não obtive êxito (aliás, como sempre acontece quando tentamos conversar).
Esse ano, não sei como, consegui fazer com que ele pagasse minha psicoterapia. Eu estou gostando muito e tem me feito um bem que nem consigo dizer.
Mas ele não cansava de reclamar do preço, do gasto e blá, blá, blá.
Até que hoje ele veio, em outras palavras, me dizer que meus problemas eu poderia resolver sozinha, que não precisava de psicóloga.
Tive vontade de mandá-lo pegar a droga do dinheiro dele e engolir, mas tenho respeito pela figura paterna e tenho tentado ser uma pessoa mais calma. Sem falar que sei que quem iria se prejudicar nisso seria eu.
Pior de tudo que sei que daqui a pouco tempo ele vai dizer para eu sair porque não vai mais pagar. Quando eu estiver como todas as feridas abertas?
Por que será que é tão difícil para ele ver um pouco mais além? Por que às vezes ele é tão limitado? Será que ele não percebe que se eu sair, vai me fazer mal?
E eu tenho que me submeter à toda essa humilhação. Sim, eu considero humilhação.
E não adianta me dizer “Ah, Candy, tenta conversar de novo com ele”.
Não adianta. Pessoas autoritárias não ouvem ninguém
(apesar de parecer, não estou falando de mim, o.k.?).
D-R-O-G-A!
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*Cheguei a conclusão que cansaço não mata...
criado por Candy
20:39:36