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O comentário do Antônio no post passado foi o estopim para eu vir escrever hoje. Ele falou sobre equilíbrio e eu sei o quanto essa palavra significa para mim.
Infelizmente é algo que eu busco, mas não consigo. Eu nunca estou no ponto do meio, sempre estou em um dos extremos.
Eu sou assim desde que me entendo por gente, mas isso tem me incomodado de uns tempos para cá. Eu não consigo ser uma pessoa ‘normal’.
Não consigo ser razoável, sou sempre passional ao extremo (‘passional’ aqui no sentido daquelas pessoas que ‘exageram no exagero’).
A última das situações que me fez reviver tudo isso aconteceu essa quarta na sala de aula.
Vou resumir porque a história é longa.
Essa disciplina tem causado repulsa em toda a sala desde o primeiro dia de aula e as reclamações e chateações são inevitáveis. Sempre evitei entrar nas discussões por dois motivos: 1) Eu tenho vergonha de falar em público, 2) Eu sei que termino me exasperando.
Então, voltando à essa quarta, meu grupo ia apresentar um trabalho. Cada semana é um grupo e o meu foi logo o primeiro (sorteio). Assim que começamos e dissemos em qual texto estávamos embasados, a professora começou a chiar e dizer que não tinha sido esse texto que ela tinha dado para fazer o trabalho (tem um texto básico que deveríamos ler e os outros poderíamos variar). E começou a reclamar muito.
Eu que estava com vergonha por estar passando por essa situação, comecei a me sentir acuada e parti para o ataque. Levantei o braço e dei um caldo. Daqueles.
Falei TUDO que eu estava querendo dizer desde o começo do semestre.
E a discussão entre a professora e eu pegou fogo total.
A professora é daquelas bem exigentes, firme, decidida, bem-sucedida, bem-resolvida. Enfim, a mulher é fodona. Adivinha qual foi o resultado da discussão: ela chorando em plena sala de aula!!!!!!!
Quando a vi chorando foi que percebi que havia passado dos limites.
E é sempre assim que acontece. Eu passo dos limites. E o problema nem é tanto o que eu falo e sim como eu falo. Sou bruta, grossa, desafiadora, irônica, arrogante (pior que quando eu estou numa briga, não tem quem me tire. Me sinto nova, revigorada, com 'gosto de gás').
Isso sempre acontece.
Eu não consigo falar o que tenho para falar com um tom amigável, eu parto para o ataque.
Como se não bastasse eu já ter arrumado encrenca com meu grupo todo (nós somos dez), agora arrumei com a professora! Todos os professores já estão sabendo, o assunto já chegou à coordenação do curso.
Tão ruim saber disso.
Eu preciso aprender a dosar minha agressividade, meu tom de falar com as pessoas.
Já pensei em virar “a mudinha”. Mas não dar minha opinião está fora da minha personalidade. Se eu fosse assim, não seria eu, entendem?
E vocês não têm noção de como isso me deixa mal quando acontece. Eu sempre penso “aconteceu de novo” e me martirizo por um longo tempo. Não imaginem que é por má vontade em querer mudar. Não é mesmo. Tento e como tento. Mas parece que ando em círculos.
*Pedi desculpas à professora pela forma que falei com ela (não pelo o que eu disse). Mesmo assim estou com vergonha e não estou me sentindo à vontade de voltar às suas aulas.
criado por Candy
21:52:10